Tecnogeo
Nos projetos de geotecnia e fundação, a investigação preliminar com sondagens e testes/ensaios laboratoriais são essenciais para a elaboração de um bom projeto.
Os resultados obtidos nestes ensaios devem ser confiáveis e com alto grau de precisão.
O laboratório da Tecnogeo está equipado para a execução dos principais testes com garantia e confiabilidade necessários.
Realizamos os seguintes ensaios de laboratório:
Ensaios de Caracterização e Índices Físicos
Teor de umidade natural;
Massa específica natural;
Análise granulométrica por peneiramento e sedimentação;
Massa específica real dos grãos;
Limites de contração;
Limite de Atterberg;
Índice de vazios máximo e mínimo;
Ensaio de compactação (Proctor);
Ensaio de índice de suporte califórnia (CBR);
Compressão simples;
Cisalhamento direto;
Compressão triaxial convencional (UU; CU e CD);
Compressão triaxial – Especiais;
Adensamento unidimensional;
Ensaio para determinação de colapsibilidade e pressão de expansão;
Permeabilidade (Carga constante, carga variável e carga variável em câmara triaxial).
Estaca-raiz em solo e rocha: é uma estaca moldada “ in loco” executada através de perfuração rotativa ou roto-percussiva, revestida integralmente no trecho em solo, por meio de tubo metálico (tubo de revestimento) que garante a estabilidade da perfuração. No trecho em rocha há redução do diâmetro. (ABEF, 2004).
A estaca tipo raiz se caracteriza: pelo atrito lateral elevado com o maciço (solo ou rocha) mediante aplicação de carga, pela versatilidade dos equipamentos utilizados que podem acessar áreas confinadas, pela execução com grandes inclinações e por atingirem grandes profundidades.
Em razão da ausência de vibrações e de descompressão do terreno, no processo de perfuração, a estaca tipo raiz garante a integridade de edificações próximas eventualmente sensíveis.
Também em razão do seu método executivo, sua utilização torna-se possível mesmo em perfis geológicos com presença de matacões, rocha e até concreto.
As estacas-raiz são executadas perfurando o solo com emprego de rotação ou roto-percussão, pela circulação de água, ou ar comprimido, com revestimento do furo no trecho em solo, na direção vertical ou inclinada, e injeção posterior e ascencional de argamassa, ao mesmo tempo em que são retirados os segmentos do revestimento.
Aplicações:
Podem ser aplicadas em vários casos, entre os quais se destacam os seguintes:
As
microestacas são muito parecidas com as estacas-raiz. A perfuração para execução destas estacas são realizadas nos mesmos procedimentos.
Estas se diferem na execução da injeção, que é realizada no método de injeção de tirantes, ou seja, possibilitando múltiplas fases de injeção, e é utilizada a calda de cimento, não a argamassa como na estaca-raiz. Além da armação que é tubular e, eventualmente, barras complementares.
Também se destacam pela ausência de vibrações e de descompressão do terreno, no processo de perfuração, como as estacas do tipo raiz.
Estas estacas usualmente se limitam a diâmetros entre 100 a 150 mm.
A estaca tipo Hollow Auger se caracteriza principalmente pela versatilidade dos equipamentos utilizados, que podem acessar áreas com dimensões limitadas e pela ausência de fluido de perfuração, sendo totalmente revestida e com o solo escavado transportado pela hélice externa ao tubo de revestimento.
Em razão da ausência de vibrações e de descompressão do terreno, no processo de perfuração, a estaca tipo Hollow Auger garante a integridade de edificações próximas eventualmente sensíveis.
Aplicações:As aplicações para as estacas do tipo Hollow Auger são as mesmas que para as estacas-raiz em solo, porém, não existe a produção de lama de refluxo de escavação resultado do procedimento da estaca-raiz.
As injeções especiais, tipo injeção química, se caracterizam por impedir o fluxo d’água no interior de solos muito permeáveis, ou então, quando há necessidade de incrementar a coesão de solos granulares na presença de águas, assim permitindo a escavação segura em túneis, por exemplo.
A técnica de hastes autoperfurantes aliada ao conhecimento de injeção química, com produtos de baixíssima viscosidade, oferece solução para estes problemas.
Aplicações:Condicionamento do terreno para escavações mais seguras (túneis, fundações, estabilidade de fluxo d’água).
A função básica do tirante é transmitir um esforço externo de tração para o terreno, através do bulbo. Evidentemente o esforço externo é aplicado na cabeça e transferido para o bulbo de ancoragem através do trecho livre.
O aço constituinte do tirante deve suportar o esforço com uma segurança adequada em relação ao escoamento e ainda deve ter uma proteção adequada contra a corrosão, conforme definido na norma brasileira, para garantir sua durabilidade.
O bulbo não deve se romper por arrancamento e nem se deformar em demasia em função da carga de longa duração, por efeito de fluência.
Em obras de contenção é mais comum o uso das ancoragens constituídas por barras, fios ou cordoalhas de aço, que transferem um esforço aplicado no extremo ligado à estrutura (cabeça de ancoragem ativa) ao outro extremo trecho ancorado.
É usual também que a cabeça transfira a carga mecanicamente à estrutura por meio de porcas, cunhas ou clavetes. Já a transferência de esforços no extremo ancorado é feita através de atrito / adesão no terreno, causado pelo preenchimento com calda de cimento ou algum tipo de resina.
No trecho ancorado são utilizados espaçadores, para manter os elementos de aço igualmente espaçados entre si e sem contato direto com o solo ou com a rocha, de tal forma que a calda de cimento ou a resina injetada mantenha um recobrimento e envolvimento total dos cabos, fios ou barras.
Como a ancoragem – tirante – é um elemento que trabalha essencialmente à tração, é natural que seu componente principal seja constituído por material altamente resistente (em geral aço e, mais recentemente, plásticos especiais tratados com fibra de vidro). Assim, o emprego de ancoragens em engenharia se destina, basicamente, aos casos onde esforços de tração devem ser combatidos, resistidos e controlados, tais como:
O concreto projetado é um revestimento com a finalidade de proteger o taludes, túneis, shafts etc., além de ser utilizado em recuperação de estruturas.
Inicialmente, a superfície a ser protegida deve estar regularizada, limpa de qualquer material e escarificada superficialmente.
“Soil nailing”, solo pregado, solo grampeado ou chumbamento de solos, é uma técnica de estabilização de solos que consiste, fundamentalmente, na introdução de inclusões rígidas no maciço – normalmente, barras de aço grauteadas, - e na proteção superficial da face terrosa com fina camada de concreto projetado, armado com tela metálica eletrosoldada (podendo ser substituída por fibras de aço, de vidro ou plástico).
Por se tratar de uma estrutura que interage com o maciço, não se enquadra na classificação de estrutura de contenção, uma vez que a estabilidade do maciço reforçado é garantida pela interação de solo-chumbadores, melhorando significativamente as propriedades de resistência ao cisalhamento do terrapleno.
Sendo a estabilidade/monoliticidade da estrutura garantida somente pela aderência solo / chumbador, em alguns casos especiais a conexão dos mesmos à lâmina de concreto projetado não exige detalhe especial (placa, solda, luva etc.). Um simples dobramento da mesma, amarrada à tela ou aderente ao concreto é suficiente.
Cortinas atirantadas são contenções sustentadas por tirantes protendidos, ancorados profundamente no maciço, e que se caracterizam por serem autoportantes, ou seja, não dependem de nenhum outro apoio, contendo os maciços instáveis, quer sejam naturais, constituídos por corte ou em aterros.
Dada a versatilidade dos equipamentos empregados na sua confecção e à sua metodologia executiva, a cortina atirantada é uma solução sem restrição de aplicabilidade, mesmo em locais de difícil acesso e em qualquer tipo de solo.
A execução de rebaixamento do lençol freático consiste na captação, condução e despejo das águas existentes no subsolo, permitindo a execução de serviços abaixo do nível do lençol freático. O rebaixamento do lençol freático pode ser permanente ou temporário, dependendo das necessidades de cada obra.
A escolha do sistema a ser utilizado depende das características de cada obra, tendo em vista o tipo de solo, profundidade de escavação e nível do lençol freático.
Os sistemas utilizados para rebaixamento do lençol d’água são:
Aplicações
O Jet Grouting destina-se ao melhoramento, tratamento, consolidação, cimentação e condicionamento de maciços, tanto para solos argilosos moles quanto para solos arenosos fofos. Seu emprego se dá pela força do impacto de um jato hidráulico para desagregar o solo.
A pressão de bombeamento da calda de cimento, inicialmente tem uma energia de natureza potencial, transformando-se em energia cinética. A calda de cimento é injetada através de bicos laterais à haste, com velocidade entre 200 e 320 m/s.
A combinação dos movimentos de rotação e translação ascendente da haste com os bicos jateadores cria formas, que variam das cilíndricas até as lamelares. A forma geométrica do corpo tratado assim como o diâmetro obtido, no caso de colunas, é apenas um detalhe do processo, pelas características do terreno e do método de execução – emprego ou não de ar comprimido ou desmonte hidráulico, conforme o que segue:
Método CCP ( Cement Churning Pile) – Neste método é utilizada apenas uma haste de aço para jateamento da calda de cimento, sem emprego de ar comprimido, formando colunas de pequenos diâmetros (40 a 80 cm).
Método JSG ( Jumbo Special Grout) ou JG (Jumbo Grout) – Aqui são utilizadas duas hastes coaxiais: numa delas ( a interna) é injetada calda de cimento e na outra (envolvendo o jato de calda) o ar comprimindo, obtendo-se colunas de diâmetros maiores (80 a 180 cm) do que as obtidas sem o emprego de ar comprimido.
O objetivo das enfilagens é estabilizar abóbadas de túneis, através da execução de uma câmara cônica acima da geratriz superior do túnel e na frente de escavação.
São tubos de aço SCH 80, providos de furos de diâmetro ¼” a cada metro, cobertos com um tubete de borracha (válvula), fixada ao tubo sobre os furos, com diâmetro interno compreendido entre 40 e 63 mm e comprimento da ordem de 15,00 m.
Estes tubos são instalados em perfuração executada com perfuratriz rotativa ou roto-percussão; a injeção é executada com bomba a pistão e válvula de retorno de calda, que permite o controle da vazão injetada.
Drenos horizontais profundos (DHP) são tubos de PVC perfurados e entelados instalados em perfurações sub-horizontais, com inclinação entre 5 e 10 graus a partir do eixo horizontal, executadas no maciço a ser drenado. Estas perfurações tem diâmetros que variam de 2 a 4 polegadas, e o tubo PVC de 1 ½ a 3 polegadas.
O comprimento de um DHP pode atingir até 100 metros (no caso de drenagem de talus), mas os comprimentos mais usados ficam no entorno de 10 a 20 metros. Como o diâmetro dos tubos é relativamente pequeno, são necessárias várias perfurações para se drenar a água do subsolo. O número de perfurações vai depender do volume de água a ser drenado.
Drenagem para:
A tecnologia de Jet Grouting está consagrada como tratamento de solos, através de injeções de calda de cimento a altas pressões. Entretanto, em alguns casos esta técnica não é a mais adequada, em função das condições locais, ou seja, interferências, estruturas enterradas, áreas confinadas etc.
A injeção de caldas de microcimentos, que em função da baixa viscosidade e de utilizar aglomerante composto por partículas finas (Ø<20µm), além de baixas a médias pressões, permeia o solo granular, adquirindo resistência e coesão, após seu tempo de cura.
A técnica consiste na injeção de calda de microcimento utilizando pressões moderadas a altas, com vazões controladas, através de perfurações horizontais ou sub-horizontais, executadas a roto-percussão em posições próximas da abóbada e no sentido do túnel a ser escavado.
É um trabalho cuidadoso e requer a participação de profissionais com experiência prática na execução dos serviços, pois a própria tecnologia é norteada com diversos detalhes específicos, além de etapas sensíveis de percepção especializada.
Aplicação:
Esta tecnologia oferece a possibilidade segura e controlada de se reclassificar rochas nos procedimentos de escavações de túneis.
São elementos tubulares semelhantes aos utilizados nas enfilagens, que adaptados com um helicoide por fora e furos posicionados com diâmetros em pontos especialmente estudados em função da granulometria do solo, permitem ser instalados por processo rotativo a seco. Dependendo do caso, é possível instalá-los em comprimentos de até 15 metros.
Enfrentando situações de contenções delicadas em maciços compostos por solo de baixa coesão na presença de lençol freático, a solução tem sido a utilização destes elementos autoperfurantes (hastes metálicas tubulares), que no primeiro instante quando instalada funciona como dreno, para em seguida, após ter amenizado o problema do fluxo descontrolado da água, trabalhar como ancoragem, através de injeções estratégicas.
Esta solução de fundação consiste em introduzir no terreno, ao longo do solo de baixa a média resistência, estacas autoperfurantes (self-drilling) armadas com tubos metálicos e injetadas com calda de cimento a pressão controlada.
Este processo não provoca vibrações no terreno, além de operar com baixas pressões de injeção.
O processo constitui-se numa alternativa viável em obras urbanas, uma vez que não provoca vibrações no terreno ou deslocamentos do solo, além de ser de rápida execução.
A estaca tubular injetada Self-drilling, ou autoperfurante é uma ancoragem tubular sem pré-furo. A armação é composta de um tubo metálico tipo SCH, de alta resistência, dotado de ponteira perdida, forma de tricone ou cruzeta. O conjunto ferramenta cortante / tubo metálico, pode ser cravado e injetado, no caso de solos moles ou introduzido por rotopercussão ou rotação em solos mais resistentes. Utilizando-se calda de cimento como fluido durante a perfuração. Deste modo, desenvolvem-se altas tensões de aderência sem permitir relaxação de tensões no meio encaixante.
Para atender carga de projeto eventualmente pode ser adicionada armadura complementar composta de barras metálicas.
À semelhança das estacas, os tirantes, elementos estruturais dimensionados para trabalhar a tração e que são tradicionalmente implantados no terreno através de perfuração prévia e consolidados no solo ou rocha através da injeção de calda de cimento podem utlilizar-se desta técnica.
Nesta modalidade, o tirante autoinjetável ou autoperfurante consiste num conjunto de hastes ou tubos nervurados que são instalados no terreno através de etapa única de perfuração com injeção simultânea. O conjunto de hastes tubulares de perfuração que também irão compor o elemento definitivo resistente à tração são emendados por luvas rosqueáveis, tendo à extremidade uma peça de perfuração perdida chamada de tricone ou cruzeta, com características compatíveis ao terreno a perfurar. Após a instalação do tirante com os elementos característicos bem definidos (trechos livre e ancorado), aguardado o prazo de cura do cimento, instala-se a cabeça e executa-se a protensão.
Apresenta-se como uma técnica de estabilização ou condicionamento temporário de maciços para escavações seguras, tanto para solos argilosos moles quanto para solos arenosos fofos saturados.
Sua aplicação para escavações de poços (shafts) ou em subterrâneos (túneis) se dá através da constituição anel ou calota de solo impermeável com resistência e estabilidade suficientes para permitir o início e garantir o avanço das escavações em segurança.
O congelamento do solo é obtido por meio da instalação de lanças tubulares nas quais circulam fluidos a baixas temperaturas, promovendo a solidificação temporária do solo no entorno das mesmas.
A técnica se constitui em três fases: perfuração com precisão e instalação de tubos metálicos criogênicos no entorno da escavação; instalação no interior das lanças de tubos de injeção e exaustão; alimentação das lanças com o LN2.
O gás (nitrogênio) liberado na extremidade da lança (tubo) à pressão atmosférica atinge a temperatura de –196ºC, retirando 162 kj/litro (quilojoule/litro) do meio circundante. O solo no entorno da lança de congelamento com seus vazios total ou parcialmente saturados de água é rapidamente congelado.
Correlações entre resistências e temperaturas, monitoradas por meio de válvulas especiais e termopares instalados no maciço orientam quanto ao volume necessário de gás para o congelamento e manutenção, permitindo-se a otimização do consumo de nitrogênio por metro cúbico de solo congelado.
Geodreno (Drenos Fibro-Químicos)
Colunas de Areia (RINGTRAC)
Colunas de Brita
Jet Grouting Especiais
StabTec (Estabilização de Massa)
Colunas Dry Mix
Parede Diafragma
Hélice Contínua com Monitoramento
Estaca Escavada de Grande Diâmetro
Estaca Barrete
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